Amamentação Cruzada: Saiba o que é e os seus principais riscos

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Em resumo, podemos dizer que a Amamentação Cruzada acontece quando uma lactante amamenta o filho de outra mulher, caso ela não tenha leite suficiente, apresente alguma dificuldade no aleitamento ou, por qualquer outro motivo, não possa amamentar.

Entretanto, essa prática é desaconselhada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pelo Ministério da Saúde. Isso porque aumenta o risco do bebê, que não tem anticorpos, de se proteger contra algumas doenças que são transmitidas pelo leite da outra mulher. Como, por exemplo: a meningite, a osteomielite, a tuberculose e a septicemia. 

Riscos da Amamentação Cruzada
O principal risco da amamentação cruzada é a contaminação do bebê com doenças bacterianas, virais ou por substâncias ilícitas, que passam pelo leite materno. Entre elas estão:

• AIDS
• Hepatite B ou C
• Citomegalovírus
• Vírus Linfotrópico humano de célula T – HTLV
• Mononucleose infecciosa
• Herpes simples ou Herpes zoster
• Sarampo, Caxumba, Rubéola

Ponto de Atenção
Ainda que a possível “mãe-de-leite” tenha uma aparência saudável, ela pode estar com alguma doença assintomática e, por isso, a amamentação cruzada continua sendo contraindicada.

Se a mãe do bebê apresentar algumas das doenças especificadas acima, é o pediatra quem orientará se a amamentação poderá ou não ser realizada.

Como alimentar o seu bebê caso você não possa amamentar:

• Priorize sempre o leite materno, recorrendo ao BLH (Banco de leite Humano), que apresenta esse alimento pasteurizado.

• Substitua o leite materno pelas fórmulas artificiais orientadas pelo pediatra de sua confiança.

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