Outubro Rosa: Amamentação reduz o risco de câncer de mama

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Saiba quais são os benefícios da amamentação ou da doação do leite para as mulheres.

Em 19 de maio, comemora-se o Dia de Conscientização sobre a Doação do Leite Materno e, em agosto, o Mês Mundial da Amamentação. As duas datas reforçam a importância de conversarmos sobre um dos benefícios mais importantes sobre o aleitamento materno: a redução do risco de câncer de mama.

Amamentar reduz o risco do câncer de mama

O Dia de Conscientização sobre a Doação do Leite Materno, instituído pela Lei 13.227/2.015, foi criado com o objetivo de estimular e promover debates sobre o tema, além de divulgar informações sobre os bancos de leite criados em todo o território nacional. Já o “Agosto Dourado”, ou Mês do Aleitamento Materno, instituído pela Lei 13.435/2.017, procura intensificar ações de conscientização e esclarecimento sobre a importância da amamentação, tais como: palestras, eventos, reuniões, divulgação e iluminação de espaços que representam a data.

Considerado o melhor alimento para o bebê, o leite materno contém todos os ingredientes necessários para o fortalecimento do sistema imunológico da criança nos seus seis primeiros meses de vida: vitaminas, lipídios, minerais, proteínas e carboidratos. Além de criar um laço afetivo e psicológico com a mãe, o líquido atua contra todo tipo de doença e a sua composição nutricional substitui até a água.

Para a médica Lorena Varjão, o aleitamento exclusivo pode se estender até os dois anos e mais de idade. “Ao ser amamentado, o bebê recebe os anticorpos da mãe que o protegem contra alergias e infecções. Casos de diabetes, pneumonia, diarreia, otite, asma, meningite e obesidade são menos comuns em crianças que são amamentadas. A fala, a respiração, os ossos, os músculos da face e os dentes da criança alimentada com leite materno são mais saudáveis. Além disso, elas são mais tranquilas, inteligentes e felizes”, explica.

A médica também aponta vários benefícios da amamentação ou da doação do leite para as mulheres: “Além de perder peso, reduz o risco de desenvolver diabetes, infarto cardíaco e hemorragia. Ao transmitir segurança, prazer e conforto ao bebê, o organismo libera endorfina, que aumenta a sensação de prazer e melhora a autoestima da mãe. Há uma redução significativa na taxa do estrogênio e de outros hormônios responsáveis pelo surgimento do câncer de ovário e de mama. Por isso, é tão importante evidenciarmos a importância do aleitamento e da doação do leite materno, especialmente nesse momento, em que se começa a campanha do Outubro Rosa”, conclui.

Benefícios da doação do leite para as mulheres

Campanha Nacional de Amamentação

Com o tema “Apoiar a amamentação é cuidar da saúde”, a Campanha Nacional de Amamentação 2022 lançada pelo Ministério da Saúde em 1º de agosto, teve como objetivo ‘estimular o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida da criança’.

Nos primeiros dias após o parto, o leite materno ou colostro, também conhecido como a “primeira vacina” do bebê é altamente concentrado, rico em proteínas e nutrientes. Um litro de leite materno alimenta até 10 recém-nascidos por dia. Mesmo uma pequena quantidade consegue salvar muitos bebês prematuros, com menos de 2,5 kg e que não podem ser amamentados pelas mães.

Ainda que a mulher esteja subnutrida, o leite continuará tão rico e nutritivo quanto o de outra com excelentes condições de saúde. Portanto, não existe leite fraco. Quanto mais o peito da mãe é sugado pelo bebê, mais a produção de leite é estimulada. Essa lógica também vale para a sucção através de bombas ou extratores de leite.

Já a amamentação cruzada (quando a mãe amamenta outra criança) é contraindicada pelo Ministério da Saúde (OMS). Isso porque tanto o bebê quanto a mãe correm o risco de serem contaminados por alguma doença infectocontagiosa. Por esse motivo, a doação de leite materno é tão recomendada pelos médicos.

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

Reconhecida mundialmente, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH-BR) se consolidou em 1998, através da iniciativa do Ministérios da Saúde e da Fiocruz e, desde 2005, é referência internacional na América Latina, Caribe, Hispânico, África, Península Ibérica entre outros países. Com mais de 200 bancos de leite humano distribuídos em todo o país, a rede ainda conta com mais 170 postos de Coleta de Leite Humano (PCLHs). Em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a Rede Brasileira como a mais eficiente no combate à mortalidade neonatal no mundo.

Os Bancos de Leite Humano, ou BLHs, oferecem toda a orientação para as mães, desde o auxílio a retomada da amamentação, caso tenha sido interrompida, até a doação do leite, que passa por um controle minucioso de qualidade com a devida segurança alimentar e nutricional. O líquido é acondicionado em frascos de vidros e pode ficar armazenado por até três meses. Ao alimentar o bebê com leite humano, a mãe evita o risco de contaminá-lo.

Para mais informações sobre os Bancos de Leite Humano, acesse aqui.

Leia também: Como se preparar para a amamentação.