Teste do pezinho: Entenda a importância desse exame

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Saiba como é feito e as doenças identificadas com o exame

Entre os primeiros cuidados com a saúde do seu bebê está o teste do pezinho, um exame fundamental para identificar possíveis doenças genéticas, metabólicas, endocrinológicas e infecciosas no recém-nascido. 

Essas patologias consideradas graves e raras, não apresentam sintomas na fase inicial da vida e, quando não diagnosticadas precocemente, podem causar sérios danos à saúde da criança, como retardo mental preocupante e irreversível. 

A seguir, apresentamos mais detalhes sobre a importância desse procedimento:

Quando fazer?

O exame deve ser realizado entre o 3º e 5º dia de vida do recém-nascido, quando é possível identificar essas patologias para dar início ao tratamento clínico adequado, melhorando a qualidade de vida do bebê.

Se por algum motivo o teste não for realizado nesse período, deve ser colhido em até 30 dias após o nascimento, para que as doenças sejam identificadas a tempo de serem tratadas e impedir o aparecimento de complicações.

Onde é feito o teste do pezinho?

A testagem do pezinho é realizada na maternidade, antes da alta hospitalar, após o parto. Caso o exame ainda não tenha sido feito na maternidade, você poderá procurar um Posto de Saúde do seu município.

Como é realizado?

O procedimento consiste na retirada de gotas de sangue do calcanhar do bebê, por ser uma região do corpo rica em vasos sanguíneos. Geralmente, o material é colhido através de uma única punção, de maneira rápida e quase indolor.

O teste do pezinho é feito no bebê prematuro?

O teste do pezinho deve ser realizado no prematuro, também entre o 3º e 5º dia de vida. O diferencial é que nos casos de bebês prematuros, é realizada uma nova convocação para a coleta que deve acontecer entre a 2ª e 6ª semanas, dependendo da imaturidade e dos procedimentos que o prematuro necessitou na unidade neonatal.

Tipos de testes do pezinho e doenças identificadas

A  Lei de nº 14.154 de 26 de maio de 2021 ampliou o número de doenças detectadas pelo teste do pezinho oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), passando de seis para mais de 50 enfermidades, que se não identificadas nos primeiros dias de vida do bebê, podem prejudicar o desenvolvimento da criança.

Essa Lei Federal passou a valer a partir de 27 de maio de 2022. Nesse sentido, os estados têm o prazo de até quatro anos para incorporar as 50 doenças previstas na lei. 

Abaixo apresentamos as seis doenças detectadas no teste do pezinho básico, antes da lei ser sancionada:

• Fenilcetonúria, 

• Hipotireoidismo Congênito, 

• Doença Falciforme e outras hemoglobinopatias, 

• Fibrose Cística, 

• Hiperplasia Adrenal Congênita,

• Deficiência de Biotinidase

Após a implementação da norma regulamentada pelo Ministério da Saúde, a ampliação ocorrerá em cinco etapas, de forma escalonada, de acordo com a seguinte ordem de progressão:

1ª Etapa

Doenças relacionadas ao excesso de fenilalanina, toxoplasmose congênita e outras hiperfenilalaninemias

2ª Etapa

Doenças galactosemias, aminoacidopatias, distúrbios do ciclo da ureia, distúrbios da beta oxidação dos ácidos graxos

3ª Etapa

Doenças lisossômicas

4ª Etapa

Doenças imunodeficiências primárias

5ª Etapa

Doenças atrofia muscular espinhal

Vale ressaltar que o teste é obrigatório por lei em todo território nacional. Em alguns municípios, inclusive, não é permitido registrar a criança no cartório sem a realização da triagem neonatal. 

Caso seja identificado alguma dessas doenças, o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece acompanhamento e tratamento das crianças portadores dessas doenças, com profissionais especializados.

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